A saturação de Final Fantasy VII

A saturação de Final Fantasy VII

É de conhecimento geral o sucesso e a importância histórica de Final Fantasy VII. Aquele que revolucionou a franquia, com personagens icônicos, músicas relembradas até hoje, um vilão marcante no mundo dos jogos, e uma história muito bem escrita. Em 1997, o lançamento foi um dos principais motivos pra o sucesso do PlayStation, além das inúmeras lendárias franquias que estavam se originando na época. Obviamente o tamanho da influência cultural do título é enorme, não só no Japão, e a Square Enix sabe muito bem do potencial que esse Final Fantasy em específico possui.

Com o tempo, o sucesso dele deu origem à “Compilation of Final Fantasy VII”, anuciada em 2003, a ideia da compilação era produzir conteúdo para enriquecer o universo do jogo de 97, através de várias mídias, livros, novos jogos, um anime e um filme. Todo o conteúdo produzido envolveu novos personagens, prequels e sequências, e revivendo o hype ao redor do jogo. Porém nem tudo que foi produzido nessa história deu certo, ou foi bem recebido. Sem dúvida, os maiores sucessos são o filme “Final Fantasy VII: Advent Children” e o jogo de PSP, “Final Fantasy VII: Crisis Core”.

Com o recente sucesso de Final Fantasy VII Remake, vemos o que aparenta ser a grande sumarização reimaginada de todo o conteúdo expandido do universo do jogo. Mas juntamente dele, temos mais dois jogos provenientes do sétimo título da franquia. Ambos para plataformas mobile, Final Fantasy VII: The First Soldier, um battle royale, e Final Fantasy VII: Ever Crisis, um remake feito de forma mais simples, mas sem o quesito da reimaginação presente no título de PS4.

Imagem da gameplay de combate do Ever Crisis

Isso resulta numa grande coletânea de obras provindas de Final Fantasy VII e com o objetivo de expandi-lo. Obviamente algo altamente rentável, considerando a força que esse nome possui, mas também não é difícil ver fãs da franquia mencionando como essa atenção especial que o título recebe faz com que outros jogos da franquia Final Fantasy não ganham um tratamento similar, tanto remakes exponencialmente grandes, quanto versões aprimoradas mais bem feitas.

Ao comparar, por exemplo, o anunciado Ever Crisis com o relançamento dos jogos anteriores nas plataformas mobile e PC, que não receberam remakes e/ou remasters tão trabalhados quanto o de FF VII (talvez com exceção de Final Fantasy IV). Muitos fãs da franquia pedem por remakes de jogos queridos, além do VII, com destaque para Final Fantasy VI e IX.

Com tanto conteúdo de Final Fantasy VII gerado ao longo dos anos, esperamos que a Square termine com o remake e os dois jogos mobiles, para que possa dar atenção à outros títulos que são muito estimados pelos fãs, e que podem ser apresentados aos novos fãs, tanto como reimaginações quanto como remakes 1 por 1.

Envy