Vivy: Fluorite Eye’s Song #3 | De todo o coração

Vivy: Fluorite Eye’s Song #3 | De todo o coração
Antes de tudo, já aviso que esse texto terá spoilers, se não tiver visto os 3 episódios, recomendo que não leia.

Nessa semana tivemos uma opening especial para o episódio, mostrando a Diva finalmente cantando para uma plateia, gostei bastante de como inseriram isso. Assim, logo depois, entendemos que quinze anos se passaram, e é bem interessante ver como as IAs avançaram nesse tempo, ver como o deputado que ela salvou no episódio dois foi influenciado pelas ideias da Diva, e as consequências que isso trouxe. Nesses quinze anos, o Matsumoto esteve ausente, e voltou apenas porque chegou a hora de um novo ponto de singularidade, e por isso a Diva deve ir ao espaço para evitar a queda do hotel espacial Sunrise, gostei disso por deixar ainda mais claro que a jornada da Diva será algo a longo prazo, e que o Matsumoto está realmente evitando interferir muito com a história. Além disso, outra coisa que gostei bastante foi mostrarem que a Diva foi afetada pelo que aconteceu com a Momoka no episódio dois, e por isso está relutante de continuar essa jornada do Matsumoto, porém, ao decidir continuar pelo fato da missão dela ser fazer todos felizes com a música, torna a motivação muito mais interessante e também destaca a forma como trabalham com esse objetivo dela, e isso pode resultar em algo muito bom com o decorrer da história.

Ao chegar no Sunrise, somos apresentados à Estella, a IA que, de acordo com o Matsumoto, foi a responsável pela queda do hotel. Porém, a Diva não quer acreditar nele e quer evitar destruir a Estella de uma vez, por isso ela investiga o hotel, eu gostei de ver essa discordância entre ela e o Matsumoto e, mais uma vez, isso deve estar relacionado com o objetivo dela, ela não quer destruir ninguém, ela só quer fazer todos felizes e não gosta da jornada que o Matsumoto impôs a ela, mas continua por causa de sua missão, e isso é muito bom de se ver. Outra coisa que adorei nesse episódio foi a forma como trataram a ideia de fazer algo “de todo o coração”, a Diva mostra preocupação com isso desde o primeiro episódio, ela quer cantar de todo o coração para cumprir a missão dela, mas ela não entende o que é esse conceito, acredito que introduziram isso muito bem na estreia, e esse episódio já está desenvolvendo isso, essa ideia gerou uma ótima cena em que ela pergunta sobre isso para a Estella, uma outra IA, que supostamente tem um sentimento parecido em relação ao hotel e o espaço. Também, vale citar que o final desse episódio já teve diversas quebras de expectativa, e estou bem ansioso pra ver como isso será tratado no próximo episódio.

Além disso, vale dizer que, por mais que esse episódio não tenha exigido muito da produção, o Wit Studio fez um ótimo trabalho novamente, durante toda sua duração, os designs se mantiveram bem constantes, e tivemos diversos frames absurdamente detalhados, graças à ótima equipe de Make-up do Wit, apesar de que eu achei alguns deles meio desnecessários ou inseridos de uma forma muito bruta. Outra coisa muito boa da produção foi a direção e a trilha sonora, os ângulos de câmera são sempre muito bem utilizados, e as músicas não só são incríveis por si só, como são muito bem inseridas, como a música especial da opening, ou a música que tocou durante a cena da Diva falando com a Estella sobre o conceito “de todo o coração”, e principalmente, a música especial da ending, que representa a Estella cantando, que de início serviu como algo mais relaxante e contemplativo, e depois serviu muito bem para amplificar o sentimento passado pelos twists presentes no final do episódio.

Artic

Fã de Science Adventure, Madoka Magica, Monogatari e Nier que fala/escreve sobre o que gosta na internet e quer ser desenvolvedor de jogos.