AnimeTopic 006 – Darling in the FranXX

  Tô de volta e dessa vez com Darling in The franxx! 
  O anime é uma mistura de ficção científica com romance, foi produzido pela CloverWorks e animado pelo estúdio Trigger.
  A história se passa em um mundo pós-apocalíptico onde a humanidade está ameaçada de extinção, já que vivem sofrendo ataques de criaturas chamadas urrossauros. As pessoas que sobraram abandonam a superfície terrestre que agora se encontra como um deserto, seguindo as ordens de uma organização chamada APE, e vão viver em cidades móveis chamadas de latifúndios. Nisso, casais de adolescentes chamados de parasitas se tornam pilotos de robôs gigantes chamados Franxx e lutam contra os temíveis urrossauros para defender os latifúndios. 
  Nosso protagonista, Hiro, é um adolescente que não conseguiu sincronizar com sua parceira para pilotar um Franxx, o que o fez não terminar seu treinamento. Quando estava ocorrendo a cerimônia de formatura da sua turma, Hiro acidentalmente encontra Zero Two, uma pilota de Franxx que tem sangue de urrossauro e chifres. Nisso, Zero Two o leva para impedir um ataque de urrossauro e surpreendentemente, Hiro consegue sincronizar com a garota, porém, existia um boato de que quem pilota com a garota três vezes acaba morrendo, mas ela se apega ao nosso protagonista e passa a chamá-lo de darling. 

  A história passada em Darling in the Franxx é poética, francamente dizendo. A trama é surpreendente, cativante, romântica e inspiradora. Não somente a história do protagonista com Zero Two, mas todas as outras histórias são bem tratadas dentro do anime e cativam o público. O que mais gostei no anime foi o amadurecimento dos personagens durante suas trajetórias e o desfecho final inesperado! Darling in the franxx não é um anime clichê comum como pode parecer no começo. Logo percebemos o quanto o potencial do anime é gigantesco e como tudo é mostrado claramente dentro do anime. A história de Hiro, a história de Zero Two, a história por trás dos urrossauros, por que são os adolescentes que pilotam os Franxx, entre outros, tudo é retratado de forma inteira e une-se a história sem fugir do foco principal do anime.
  Para a comparação de hoje, usarei uma onda. Vocês sabem como se formam as ondas? Elas se formam a partir do sopro do vento na superfície do mar. Temos o momento de formação, onde o vento bate e causa uma ondulação e esse é a primeira impressão que temos do anime. Mesmo num cenário pós-apocalíptico, temos nossos heróis páreo a páreo com os urrossauros devido o uso dos Franxx, o que nos faz criar esperança de mudarem a situação da humanidade. Depois, os ventos mais velozes criam ondas maiores, o que nos mostra o crescimento de cada personagem dentro do anime. Nós passamos a entender seus passados e torcer por um futuro e finalmente chegamos no pico da onda, que é o ponto máximo, onde nossos protagonistas descobrem mais um sobre o outro e revelam um romance, mas são separados. 
  É difícil descrever um anime tão empolgante quando esse sem querer dar spoilers e tirar a emoção! Porém, pessoal, se vocês assistirem, irão entender. E não pensem que vão advinhar o final porque não vão, o anime realmente vai te surpreender. Quero aproveitar também e falar um pouco sobre a princesa urrossauro. Sim, os urrossauros tem uma princesa e adivinhem seu codinome? Zero One. Podem começar a dar seus palpites a partir daí. A princesa urrossauro, mesmo só aparecendo nos momentos finais, foi de extrema importância para o final do anime, ela é uma personagem extremamente hostil e que viveu 60 milhões de anos com o objetivo de controlar a Entidade Estelar (vocês vão saber mais sobre ela quando assistirem), mas acaba se sacrificando para um bem maior.
  Espero que vocês leiam essa crítica e que se inspirem a ver esse anime. Ele recebeu diversas críticas positivas e se tornou bastante popular. Quem assistir, não vai se arrepender!

Vitto

Após fracassar em conseguir uma armadura de bronze, decidiu escrever sobre cultura japonesa. De vez em quando sai algo bacana. Já te disse que tenho um blog?