Itaewon Class – Crítica

  O primeiro dorama que assisti em muito tempo, e está aqui a minha crítica.

  A sinopse do dorama não conta muito, principalmente a da Netflix, comecei pensando que veria uma coisa, mas tudo se desenrolou completamente diferente, por isso prefiro não colocá-la aqui. São muitas surpresas durante o drama, isso que cria a vontade gigantesca de maratonar os 16 episódios de uma hora cada um. Amei o final, mas queria mais…
  A primeira coisa que quero que todos saibam antes de começar a ver esse dorama são os temas que ele retrata, incrivelmente, todos os que eu mais gosto (vulgo clichês que eu aceito). Temos as brigas de colégio, é onde tudo começa. Um valentão batendo em um nerd e assim alguém vai ajudá-lo, mas isso se desenrola diferente da maioria dos clichês, então, ótimo. Com um pouco mais de violência envolvida, temos os crimes e gangues, coisas ilegais no geral, um assassinato que teve bastante impacto na história e ligações com presidiários e algumas gangues, e claro, uma polícia corrupta sendo comprada por dinheiro. 

  A culinária, por incrível que pareça, é o principal ponto do dorama, em que vemos uma briga entre uma empresa gigantesca, a Jangga, e o bar de um garoto qualquer, Danban. Temos algumas mensagens motivadoras, essa temática sempre ganha um ponto a mais comigo quando é bem retratada, faz quem está vendo pensar no mundo e questionar o porque dele ser assim, ficamos com uma vontade de mudar nossas ações. Por fim o romance, que não pode faltar, na verdade se mostra um triângulo amoroso bem resolvido, em que o personagem principal gosta de sua amiga de infância até o fim, fica cego a quem o ama de verdade e que está sempre ao seu lado.

  Sobre a trilha sonora, eu achei bem colocada, alguns vazios sonoros que deixavam o ar mais sinistro de acordo com a cena, além de boas músicas, o único cantor que consegui reconhecer foi o Taehyung, ou o V, do grupo BTS. As músicas eram boas de se ouvir, a trilha sonora bem feita, nenhum ponto negativo sobre isso.
  Bem, o dorama é realmente impressionante. Além de ser o primeiro que eu vejo que traz um personagem negro como principal, ele mostra problemas sociais comuns e que não são bem observados por várias pessoas da Coreia, como a convivência de uma pessoa trans com a sociedade; algumas com problemas familiares e de comportamento social; uma menina criada em um orfanato mas que nunca foi adotada; um ex-criminoso; um sonhador. São várias pessoas diferentes que se unem (ou não) para alcançar o mesmo objetivo. Retratar tantos problemas é essencial, mostra que ninguém é igual e que com persistência você pode crescer, contando sobre a “Segunda Chance”, outra grande mensagem que me impacta demais. Todos podem errar, como dizem, mas nem todos sabem dar a segunda chance. Para concluir, eu recomendo que assistam, espero que gostem tanto quanto eu. Comentem o que acharam!
  Uma curiosidade, o último episódio teve um recorde de 16.548% de compartilhamento de audiência, virando o segundo mais visto nas notas da JTBC (canal que exibiu a série), e ficou também em sexto lugar na lista de dramas coreanos mais vistos de televisão da história.

Vitto

Após fracassar em conseguir uma armadura de bronze, decidiu escrever sobre cultura japonesa. De vez em quando sai algo bacana. Já te disse que tenho um blog?