Os Elefantes Não Esquecem – Indicação

  Olá pessoas, eu sou a Anna, nova redatora do NEET! , já escrevi por aqui algumas vezes, porém dessa vez é pra valer. Vou escrever principalmente resenhas e críticas de livros, mas não fiquem surpresos se me virem pelo blog falando de outros assuntos!
Sem muita enrolação, vamos direto ao ponto. Quero dar o mínimo de spoiler possível, mas terão casos que vão ter pequenos detalhes que você só consegue lendo mais a fundo.

  Sou uma leitora preguiçosa, normalmente leio nos momentos errados – durante uma aula ou um momento importante – mas por algum motivo, eu tirei o meu tempo de lazer para desfrutar dessa leitura e não me arrependo. Mesmo eu tendo um de seus exemplares há bastante tempo, decidi começar a ler somente agora, e comecei em grande estilo. Agatha Mary Clarissa Christie, conhecida como Agatha Christie, foi uma escritora que se destacou pelos seus trabalhos em romances policiais, chegando até a ganhar a alcunha de “Rainha/Dama do Crime”, e acho que isso não foi à toa.

  “Os Elefantes Não Esquecem”, essa frase aparece mais de 20 vezes no livro, mas é de fato a frase mais importante. Ter uma memória de elefante não é tão falado hoje em dia, mas pelo menos todos já ouviram esse ditado uma vez, significa conseguir lembrar de muitas coisas, ser uma pessoa de boa memória, e para resolver o crime eles usaram as memórias das pessoas para chegarem ao passo final para descobrir tudo.

  A principal investigação do livro gira em torno de um caso policial, que havia acontecido há anos e veio a tona por um acaso incomum na vida de uma escritora, também de romances policiais, e que assim entrou em contato com seu amigo detetive, Hercule Poirot, e ambos juntos começaram a desvendar o caso, sem saber o que encontrariam pela frente. O acidente do passado não havia sido um assassinato comum, pelo menos não na conclusão da polícia, que considerava um suicídio duplo, mas muitos, como a própria filha do casal, não engoliam essa história e queriam descobrir a verdade.

  Ninguém conseguia descobrir o motivo desse suicídio, um casal bem de vida, com dois filhos maravilhosos e uma boa casa, perfil completamente distante para algo desse tipo. Então vieram os boatos, que se apagaram com o tempo e até mesmo a polícia não se importou muito com esse fato. Doenças, traições, um cansaço com a vida, tudo veio a tona, menos o verdadeiro questionamento. Todas as informações que tínhamos durante o livro eram da morte do casal principal e a da irmã da mulher, que havia morrido menos de um mês antes, por um sonambulismo, e por isso havia caído de um penhasco.

  Algo que achei muito interessante da história é sobre toda a situação dos personagens em si serem apenas pontos de partida para que a história faça algum sentido, e que de maneira geral, a maioria não tem grande importância. Durante a leitura, vários personagens nos são apresentados, mas acabam sumindo logo em seguida, são apenas usados para soltar uma ou outra infomação importante, para que o detetive consiga descartar todos os boatos e juntar somente as partes mais importantes.

  O livro era curto, então não haviam muitas páginas de enrolação – o que eu amo, afinal sou ansiosa para ler – mas mesmo assim eu conseguia me sentir dentro do cenário, imaginar os personagens e entender cada ambiente novo que aparecia, como no penhasco onde tudo aconteceu ou nas casas que a Sra. Oliver e Poirot visitaram.

  Um detalhe, somente um, fez com que o detetive desvendasse o caso inteiro de uma vez, foram as perucas. Na hora que esse objeto comum acaba tomado tanta importância, minha cabeça ficou confusa, mas sim, fazia sentido, o modo com que isso se tornou tão importante acabou me deixando empolgada, era um ponto que mostrava o quão bom aquele personagem era em seu trabalho.

  O desfecho foi até que bem explicado, os pontos se encaixavam, mas o que não me empolgou muito foi que sem a explicação do livro não era tão fácil que você conseguisse descobrir tudo de uma vez. Enquanto leio, gosto muito de tentar adivinhar o suspeito, o por quê daquilo, mas nesse livro, isso não era possível. Não haviam suspeitos, apenas três pessoas envolvidas e as três estavam mortas!
Mas bem, ser muito exigente não adianta, consegui entender o caso um pouco antes do fim e fiquei satisfeita ao acertar o resultado junto ao Poirot.

  Em geral, não dou notas em números, não gosto muito desse modo de contagem já que cada um tem uma própria opinião, prefiro apenas resumir o que senti durante a leitura, que por sinal foi boa, conseguiu me prender, mas não se tornou um de meus livros preferidos. É uma leitura calma, sem lutas sofridas ou um caos estrondoso, por isso talvez que seja simples de se ler e entender tudo. Caso procure por um livro que tenha sangue, muita ação, não é esse o livro, mas de fato é uma leitura que eu recomendo. Esse livro mostra um caso sendo resolvido aos poucos, sem envolvimento da polícia, apenas um detetive particular e pessoas curiosas.

  Espero que gostem!
  Aceito críticas, afinal não nasci sabendo escrever, e obrigada pela atenção.

BOA LEITURA!

Vitto

Após fracassar em conseguir uma armadura de bronze, decidiu escrever sobre cultura japonesa. De vez em quando sai algo bacana. Já te disse que tenho um blog?