Vivy: Fluorite Eye’s Song #1 e #2 – Primeiras Impressões

Vivy: Fluorite Eye’s Song #1 e #2 – Primeiras Impressões

Vivy: Fluorite Eye’s Song é um anime original de ficção científica que está sendo produzido pelo estúdio Wit (Antigo estúdio de Attack on Titan e atual estúdio de Vinland Saga), e dirigido por Shinpei Ezaki, o anime foi planejado e escrito por Tappei Nagatsuki (Autor de Re:Zero) e Eiji Umehara (Escritor de Chaos;Child). Desde o anúncio, já estava com altas expectativas para Vivy, levando em conta os nomes envolvidos, Re:Zero é um dos meus animes preferidos, e Chaos;Child é minha segunda obra preferida de qualquer mídia. Com isso, fico muito feliz que finalmente chegou o dia de sua estreia, onde já tivemos logo dois episódios em seguida, e aqui irei dizer o que achei de ambos.

 

Episódio 1 


Vivy se passa em uma parque temático de IAs, chamada Nierland, a protagonista se chama Diva e ela é a primeira IA autônoma do mundo. Em Nierland, todas as IAs possuem apenas 1 objetivo programado, o da Diva é cantar para fazer todos felizes, por isso ela tenta cantar de todo o coração para ir ao palco principal, porém, ninguém aparece para ouvi-la. Nesse episódio somos introduzidos a uma IA que assume o nome de Matsumoto, ele veio de 100 anos no futuro e assumiu a forma de um urso de pelúcia, o objetivo dele é evitar a guerra entre IAs e humanos, para isso ele quer convencer Diva a destruir todas as IAs, ela não acredita de início, e ele tenta provar para ela que realmente sabe o que vai acontecer no futuro. 
 
Esse primeiro episódio foi bem introdutório, então não tenho muito o que falar, mas eu gostei de como introduziu coisas como os objetivos das IAs, e espero que isso seja aproveitado no decorrer da história, também acho que o Matsumoto e a Diva foram bem introduzidos e parecem ser ótimos personagens. Além disso, a produção é absurda (não é atoa que está sendo feito pelo Wit), a animação é bem fluída, a fotografia é muito boa, tem um trabalho de câmera e de iluminação impecável, e os designs e o traço são ótimos, possuindo frames extremamente bem detalhados, como esse: 


No geral, achei um bom episódio, vi gente criticar exposição por parte do Matsumoto, mas isso não me incomodou, é completamente plausível e necessário, o objetivo dele é justamente expor apenas alguns dos acontecimentos do futuro para persuadir a Diva e poder evitar a guerra.
 

Episódio 2


Diva começa a agir para evitar a guerra e quer impedir que as IAs ganhem os mesmos direitos de humanos, como no futuro do Matsumoto, e tenta evitar a morte de um deputado. Nesse episódio, as coisas já se moveram bastante, mais coisas sobre o mundo foram apresentadas, e parece bem promissor, mostrou certas coisas sobre a missão da Diva, que, se bem aproveitados, podem gerar aspectos bem interessantes para a história, como mostrar o quão longe ela irá para cumprir o objetivo dela, o quanto ela terá que abrir mão para que isso aconteça, a insegurança de falhar e ser deixada de lado, etc. 
 
Esse episódio conseguiu aproveitar ainda mais da produção maravilhosa do Wit, não só manteve um padrão muito bom de direção, teve várias cenas de ação que exigiram bastante da animação, todas contando com lindos efeitos visuais e uma fluidez absurda, ainda conseguindo manter os designs bem detalhados e consistentes. Além disso, a OST, composta por Satoru Kosaki (compositor de Monogatari Series, Beastars, etc.), também se destacou bastante dessa vez, as músicas são ótimas e conseguiram intensificar bastante o momento em que tocaram.


Também vale citar que o final teve uma ótima cena, serviu como um cliffhanger muito bom, teve uma boa quebra de expectativa, e reforça um dos aspectos que talvez a obra aproveite no futuro. Assim, afirmo que Vivy: Fluorite Eye’s Song teve uma estreia realmente muito boa e se mostra bem promissor, mal posso esperar para ver o que o Tappei e o Umehara farão com essa história.

Vitto

Após fracassar em conseguir uma armadura de bronze, decidiu escrever sobre cultura japonesa. De vez em quando sai algo bacana. Já te disse que tenho um blog?